O estágio curricular desenvolvido com uma turma de 1º ano foi de extrema aprendizagem, por ser minha primeira experiência com crianças de seis anos no Ensino Fundamental. Utilizar as tecnologias diárias em sala, bem como de um projeto de aprendizagem, arquitetura pedagógica, diferenciado dos modelos tradicionais, foi a oportunidade de aplicar o que aprendemos no curso.
Relembrar o que foi trabalhado nas interdisciplinas no momento de propor as atividades do estágio, foi significativo e coroborou para o engrandecimento do meu fazer pedagógico.
Planejar como até aqui fiz, mas agora com maior embasamento teórico tornou o trabalho em sala de aula mais rico e significativo. Um dos exemplos foi o trabalho com Literatura Infantil cujo objetivo foi despertar nas crianças o gosto por ouvir histórias, de suscitar o imaginário, de despertar a curiosidade já que é o início do despertar de um futuro leitor. Os contos de fadas levam a criança a imaginar, sonhar a descobrir e a compreender o mundo que nos cerca encontrar outras ideias para solucionar as questões, é possibilitar a criança a descobrir “o mundo dos conflitos, dos impasses, das soluções que todos vivemos e atravessamos”. Nesse sentido o pensador russo Liev Vygotsky acredita que o que facilita o desenvolvimento da linguagem, do pensamento e da atenção é o processo de interação social, isto é, a interferência do professor ao ler a história, já que para ele a palavra é a ação.
Percebe-se que tanto Vygotsky, quanto Piaget aproximam suas ideias, pois o primeiro acredita que os fatores ambientais é que interferem no processo, e o segundo após estudar e descrever os estágios de desenvolvimento da criança, compreender seus “mecanismos internos” de aquisição de conhecimento.
Partindo disso percebi como as crianças nesta fase precisam da mágica, do encantamento, do mistério das histórias infantis, pois segundo Bruno Bettelheim em seu livro A psicanálise dos contos de fadas, o pensamento da criança permanece animista até a puberdade (BETTELHEIM,1976. p.60).
Um outro exemplo foi o trabalho com PA, Este trabalho foi desafiador, uma proposta nova, que oportunizou -me enquanto professor, a mudar a minha prática pedagógica e a apostar num trabalho onde a tecnologia estava inserida diretamente e diariamente. Aspecto importante e fundamental para entendermos a importância do aluno ser o agente de seu desenvolvimento, de seu conhecimento, livrando-se da mesmice do quadro negro, do livro didático, de exercícios repetitivos que visualizam apenas a quantidade e não a qualidade.
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