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MINHAS APRENDIZAGENS DURANTE O CURSO DE PEDAGOGIA



sábado, 16 de outubro de 2010

O EIXO 3 JOGOS/BRINCADEIRAS

O eixo 3 foi marcado basicamente pelo lúdico. Já que tivemos a disciplina Ludicidade e Educação, marcada por jogos, brincadeiras e construção de regras a partir do brincar. A importância da brincadeira na constituição dos processos de desenvolvimento e de aprendizagem esta presente e cada vez sendo mais discutido nas escolas, mas por outro lado ainda percebe-se resistência por parte de alguns educadores que ainda hoje acreditam que o brincar é uma atividade à parte, paralela, de menor importância no contexto da formação escolar da criança. As brincadeiras, são consideradas tempo perdido, oposta ao trabalho, não produtivas. A medida que o tempo passa, a escolaridade avança, esses espaços de brincar vão sendo restringidos.
Segundo Vygotsky, o brincar é uma atividade humana criadora, na qual a imaginação, fantasia e realidade interagem na produção de novas possibilidades de interpretação, de expressão e de ação pelas crianças, assim como de novas formas de construir relações sociais com outros sujeitos e adultos.
É através da brincadeira que conhecemos nossas crianças e os adolescentes, pois uma parte de seus mundos e experiências revela-se nas ações e significados que constroem, isso porque o processo do brincar referencia-se naquilo que os alunos conhecem e vivenciam.
Uma criança que não sabe brincar, será um adulto que não saberá pensar. É pelo brincar que crescem a alma e a inteligência. Ser produtora de suas ações faz com que a criança construa seu conhecimento e personalidade.
O jogo/brincar na escola assume também o papel da brincadeira, pois desenvolve funções tanto psicológicas quanto psíquicas. Exerce um papel de pré-exercício que permite a cada função explorar sua área, dando origem a novos resultados. Observar, questionar, discutir, interpretar, solucionar e analisar são algumas competências necessárias para se jogar bem. Por sentir-se desafiada a vencer, aprende a persistir, aprimorar-se e melhorar seu desempenho, não mais apenas como uma solicitação externa, mas como um desejo próprio de auto-superação.
O mundo do jogo, assim como o da brincadeira é muitas vezes uma antecipação do mundo das ocupações sérias. O jogo prepara para a vida, desenvolve na criança sua autonomia, sua personalidade, preparando-a para aprendizagens futuras.
Ao jogar e discutir jogadas, muitos conceitos são reavaliados, bem como diferentes aspectos do conhecimento são ampliados e aprofundados. Os jogos são utilizados como instrumentos para instigar as crianças, promovendo a observação da ações executadas e a análise das suas conseqüências.
Por tudo isso, que a sala de aula deve ser um espaço para a brincadeira/jogo, pois observá-la brincando permite que os adultos, alguns arrogantes, tentem entender o que se passa em sua cabecinha e, assim, talvez,compreender melhor o seu mundo e suas necessidades.
Através dos jogos e das brincadeiras é possível criar condições para que todas as crianças possam descobrir ou redescobrir que é possível aprender e que, mesmo as atividades mais formais podem dar prazer e despertar interesse. Afinal, a vida escolar não deve ser uma jornada de medo, fracasso e frustração. Redescobrimos que através do brincar nos ajustamos às regras ou as construímos em acordo com os demais. O jogo justamente se presta a perceber a impossibilidade da harmonia sem a observância a um conjunto de normas por parte de todos.
Também foi neste eixo que descobri o jogo cooperativo, pois até então minha formação foi praticamente toda sob bases de caráter competitivo e eliminatórias. A dança das cadeiras, jogo no qual caem fora as pessoas que não conseguem sentar-se no momento em que a música cessa, ilustra de forma fidedigna a indiferença com que são tratadas as pessoas que necessitam de seu tempo para aprender, para amadurecer ideias, para refletir. Por isso a importância de Piaget neste esclarecimento de como se dá o conhecimento, na interação do sujeito com o meio, com o objeto, para que alcance o processo de assimilação/acomodação e adaptação, conceitos que para mim inicialmente forma complexos mas que hoje estão perfeitamente esclarecidos, já que vivencio e vivenciei no PEAD em muitas atividades das interdisciplinas.


1 comentários:

  1. Oi Isa!! Novamente trazes uma retomada interessante do processo. Dica para as próximas postagens: se vais resgatar o que escreveste em um post publicado, remete-se a ele com um link.
    Abração!

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