Lendo uma reportagem que fala sobre alfabetizar ou não aos seis anos, da revista Nova escola de março de 2008, percebo como este debate se resume a duas posições "hegenônicas e, ao mesmo, antagônicas". De um lado, argumenta-se acerca da inadequação do trabalho com a língua escrita nessa faixa etária por considerá-lo uma antecipação indesejável de um modelo do Ensino Fundamental. De acordo com esta concepção, ensinar a ler e escrever equivaleria "roubar" o tempo da infância. Por outro lado, o trabalho com a língua escrita é incentivado como uma medida compensatória, com vistas à obtenção de melhores resultados nas etapas posteriores da educação básica.
Qualquer que seja a posição, ambas levam somente em conta o que o adulto pensa, o que devemos perguntar é como e qual o significado que a linguagem escrita tem para a criança e que práticas educativas são capazes de respeitar o desejo, aspirações, possibilidades e competências dessas crianças.
Oi Isa!! Legal que estás te questionando teoricamente sobre a tua atuação com a turma. Essa reflexão auxilia a pensar e planejar o teu trabalho. Abração!!
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